Olivier Chagas prestigia entrega do Título de Cidadão Sergipano ao fundador do Museu Casa do Velho Chico

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O secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Olivier Chagas, representou o governador Belivaldo Chagas na manhã desta quinta-feira, 8, em sessão solene na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), para entrega do Título de Cidadania Sergipana ao ambientalista e fundador do Museu Casa do Velho Chico, Antônio Jackson Borges Lima. A propositura é do presidente da Alese, deputado Luciano Bispo.

Natural de Igreja Nova (AL), o ambientalista, de 72 anos, mora hoje em Traipu, na margem alagoana do rio, onde gerencia o único museu sobre o Velho Chico. Ele começou a recolher objetos da bacia do São Francisco há 52 anos e há 18 anos fundou o museu.

“Para mim é uma grande honra representar o governador Belivaldo Chagas e dizer que é um momento oportuno homenagear esta figura extraordinária, um ribeirinho apaixonado pelo rio São Francisco. O conheci há algum tempo e o museu dele é uma coisa belíssima, que nos encanta. A Assembleia Legislativa, em nome do presidente da Casa, deputado Luciano Bispo, faz uma homenagem muito justa, merecida, porque esse homem é um abnegado, dedicado ao rio e a gente sabe dos problemas que o rio enfrenta”, parabenizou o secretário.

Emocionado, Antônio Jackson disse que é sergipano de corpo e alma. “Recebo esse título com muito carinho. É a maior honraria da minha vida. É como se eu recebesse uma nova certidão de nascimento. O meu coração, o meu sentimento e minha alma já haviam me doado essa certidão, faltava a oficial. A parir de hoje eu deixo de ser forasteiro. Foi o melhor presente que ganhei dessa terra. Sou sergipano de coração”, agradeceu.

Para o presidente da Alese, o homenageado é um grande defensor do Velho Chico. “Sua vida vem sendo dedicada à proteção e preservação do Rio São Francisco. Sergipe é quem o agradece, é o faz cidadão sergipano de fato e de direito no dia de hoje”.

O museu

O Museu foi fundado no dia 4 de outubro de 2001. O acervo é dividido em 18 painéis temáticos que ajudam a contar um pouco da história escravocrata da região, com a exibição de utensílios domésticos da época do Brasil Colônia, objetos radiofônicos e fragmentos de embarcações, ferramentas agrícolas e exemplares da fauna e flora, além de mensagens voltadas para a conservação do rio.

“Viajava muito pela bacia do rio e eu comecei a juntar peças, mas não sabia para quê. Em 2001, em comemoração aos 500 anos de descoberta do rio, fizemos uma exposição e essa exposição foi visitada por seis mil pessoas. A partir daí, montamos o museu e passamos a gerenciar e administrar. São 18 painéis ambientais através dos quais a gente retrata todo o processo de destruição do rio, como assoreamento, queimada, desmatamento, dessalinização, desertificação, que é um problema do planeta.  Retratamos também o lado cultural e histórico. É um museu diferente, com sede em Traipu. Mas é itinerante. Já esteve uma vez em Neópolis, duas vezes em Aracaju e em Itabaiana”, conta Jackson.

Presenças

Também prestigiaram a solenidade, a deputada Goretti Reis; o deputado Georgeo Passos; o coordenador do BNB-SE, Volmandy de Araújo Brito; o desembargador aposentado Netônio Bezerra, representante da Academia de Letras Jurídicas; e Hamilton Maciel, representando a Academia Sergipana de Letras.

Fotos: Ascom/Semarh